Excerto
O amor, segundo Agostinho, é o poder unificador dos elementos místicos e éticos em sua idéia de Deus. Vamos considerar primeiramente sua idéia de amor, antes de examinarmos sua idéia de Deus. Anders Nygren, teólogo sueco que escreveu Ágape e Eros, criticou Agostinho e a teologia cristã, em geral, porque combinaram eros e agape numa síntese. Nygren está certo ao afirmar que esses dois elementos aparecem em Agostinho. Agape é o elemento de amor no sentido neotestamentário do caráter pessoal e compassivo de Deus. |
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A palavra experiência é uma das mais discutidas e difíceis de nossa tradição ocidental. Não poderemos aqui desdobrar todo o leque de seu rico significado. Restringir-nos-emos à perspectiva essencial que nos permite articular Deus como experiência dentro de nossa história pessoal e coletiva. |
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Governo e Igreja A autoridade foi instituída por causa de Cristo; ela serve a Cristo e, com isso, serve também à sua Igreja. O senhorio de Cristo sobre toda autoridade não significa, no entanto, o senhorio da Igreja sobre o governo. O mesmo Senhor a quem o governo serve é também a cabeça da comunidade, o Senhor da Igreja. O serviço que a autoridade presta a Cristo consiste no desempenho de sua tarefa de, com o poder da espada, garantir uma justiça externa. Nisso há um serviço indireto para a comunidade, que só assim pode “viver vida calma e pacífica” (I Tm 2:2). Pelos seus préstimos a Cristo, a autoridade está essencialmente ligada à Igreja. Onde ela cumprir bem a sua missão, a comunidade pode viver em paz, pois governo e comunidade servem ao mesmo Senhor. |
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Grupo de Pesquisa: Protestantismos e Pentecostalismos Esta breve reflexão pretende discutir como as formulações teológicas internalizadas pelos fiéis e pregadas pelos sacerdotes lhes dão uma idéia de sentido para a história e influenciam sua participação na política e na sociedade. Para tentar atingir tal intento, analisaremos o desenvolvimento da escatologia, a doutrina das últimas coisas, no pensamento cristão e como ela influenciou e foi influenciada pelas conjunturas sociais. Por fim, analisaremos as concepções escatológicas do pentecostalismo brasileiro, à luz das suas expressões de fé, e suas conseqüências na vida social e política de seus fiéis e lideranças. |
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Se diante dos olhos tivéssemos só o que enxergamos, certamente nos satisfaríamos, por bem ou por mal, com as coisas presentes, tais como são. Mas o fato de não nos satisfazer, o fato de entre nós e as coisas da realidade não existir harmonia amigável é fruto de uma esperança inextinguível. Esta mantém o ser humano insatisfeito até o grande cumprimento de todas as promessas de Deus. |
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O termo "Palavra de Deus" possui seis sentidos diferentes. A "Palavra" é, antes de tudo, o princípio da automanifestação divina no próprio fundamento do ser. O fundamento não é só um abismo no qual desaparece toda forma; também é a fonte da qual emerge toda forma. O fundamento do ser tem o caráter de automanifestação; tem caráter de logos. isto não é algo acrescido à vida divina; é a própria vida divina. Apesar de seu caráter abismal, o fundamento do ser é "lógico"; ele inclui seu próprio logos. |
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![]() A qualidade de todos os atos em que o ser humano se afirma existencialmente apresenta dois lados: um em que o ser humano separa seu centro do centro da vida divina (descrença) e o outro em que ele se converte em centro de si mesmo e de seu mundo (hybris). Surge naturalmente a pergunta por que o ser humano se sente tentado a se transformar em centro de si mesmo. A resposta é que isso o coloca na posição de arrastar a totalidade de seu mundo para dentro dele mesmo. Eleva-o acima de sua particularidade. Essa é a tentação do ser humano em sua posição entre a finitude e a infinitude. |
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