Se diante dos olhos tivéssemos só o que enxergamos, certamente nos satisfaríamos, por bem ou por mal, com as coisas presentes, tais como são. Mas o fato de não nos satisfazer, o fato de entre nós e as coisas da realidade não existir harmonia amigável é fruto de uma esperança inextinguível. Esta mantém o ser humano insatisfeito até o grande cumprimento de todas as promessas de Deus. Ela o mantém no Status Viatoris, naquela abertura para o mundo futuro, a qual, pelo fato de ter sido produzida pela promessa de Deus na ressurreição de Cristo, não pode cessar por nada, a não ser pelo cumprimento por parte do mesmo Deus. Essa esperança torna a Igreja Cristã perpetuamente inquieta em meio às sociedades humanas, que querem se estabilizar como "cidade permanente". Moltmann, Jurgen. Teologia da Esperança: Estudos sobre os fundamentos e as consequencias de uma escatologia cristã. p. 37 |
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